quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

RUMSFELD ORDENOU TORTURA DE PRESOS A PARTIR DE 2002

Tortura envolve Rumsfeld e administração Bush

O delegado especial das Nações Unidas para investigações sobre tortura, Manfred Nowak, afirmou em entrevista à CNN que os organismos internacionais dispõem de evidências suficientes para incriminar Donald Rumsfeld por ordens diretas que autorizou, deu e assinou para a prática de torturas nos Centros de Detenção dos EUA em 2002.

_ Temos provas - afirmou Nowak.

"No nosso relatório, enviado à ONU, fica bem claro que o ex-secretário da Defesa Donald Rumsfeld autorizou métodos de tortura, apesar de advertido pontualmente por Alberto Mora, do Conselho Jurídico da Marinha. Mora disse: 'senhor Secretário, o senhor está aqui ordenando efetivamente a tortura'. O senhor Rumsfeld sabia o que estava fazendo. Mandou torturar"- repetiu Nowak na entrevista semana passada.

Inquérito bipartidário concluído em dezembro de2008 pelo Senado revelou que Rumsfeld e outros altos funcionários da administração Bush foram responsáveis por abusos cometidos contra prisioneiros mantidos na prisão de Guantânamo. As medidas coercitivas foram adotadas com base em documento assinado por George W. Bush, em fevereiro de 2002.

O relatório incrimina Rumsfeld, concluindo que ele "influenciou e contribuiu para o uso abusivo de técnicas de tortura, empregando cães, nudez forçada e posições estressantes também no Afeganistão e no Iraque." Nas prisões clandestinas, mantidas secretamente em países europeus e asiáticos, o tratamento dos prisioneiros pode até estar sendo pior.

Sabe-se que os interrogatórios, conduzidos por orientação da CIA, incluíram vários outros suplícios físicos e psicológicos. Dentre eles, asfixia por afogamento, privação continuada do sono, submissão a luz e a sons intensos. Algumas empresas contratadas pelo Pentágono por influência de Rumsfeld, como a “private military company” Blackwater, também entraram com pessoal "especializado".

As empresas privadas de segurança deram cobertura política à administração de Bush, permitindo ao governo deslocar forças para zonas de guerra desconhecidas pelo público. Então, mortos, feridos, abusos e crimes aconteceram em segredo, sob proteção da administração e do próprio Congresso, na ocasião dominado pelos republicanos. Essas empresas foram dispensadas de prestar contas, ser supervisionadas e enfrentar qualquer processo legal.

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