terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

CHRYSLER E GM PEDEM MAIS DINHEIRO A GOVERNO DOS EUA


(Não era o neoliberalismo que pregava total independência do mercado?)
Carrões como o Cadillac CTS, da GM, cedem lugar a compactos

Chrysler e General Motors enviaram ao Departamento do Tesouro dos EUA nesta terça, 17, novos planos de reestruturação e pediram ampliação da linha de crédito com recursos oficiais, destinado a capital de giro. Só com o aumento, a ajuda às duas montadoras atinge total de quase US$ 40 bilhões, fora os recursos já concedidos.

A GM adiantou que poderá precisar de US$ 30 bilhões do governo até 2011 - mais que o dobro do auxílio original -, além de anunciar o corte de 47 mil empregos este ano e fechar mais cinco fábricas nos Estados Unidos até 2012. A GM anunciou ainda que reduziria outros 20.000 postos nos EUA até 2012.

A maioria dos cortes ocorreria antes daquele ano. Em 2008, a montadora recebeu US$ 13,4 bilhões em empréstimos oficiais. O seu plano de reestruturação, com mais de 100 páginas, foi divulgado no site do Departamento de Tesouro dos EUA na Internet.

A Chrysler recebeu US$ 4 bilhões do governo e fechou acordo para levantar mais US$ 3 bilhões. No novo plano, a empresa pede elevação dessa segunda parcela para US$ 5 bilhões, totalizando a ajuda em U$S 9 bilhões.

Além das medidas divulgadas no final de 2008, a Chrysler, terceira maior montadora dos EUA, anunciou corte de US$ 700 milhões em custos fixos neste ano. Pretende eliminar 3 mil empregos e deixar de produzir três modelos. Após queda de 30% em 2008, suas vendas despencaram mais 55% em janeiro.

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