quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

O sonho é bom só enquanto dura


O ser humano precisa acreditar em milagres, acasos, pressentimento, sorte e todas essas coisas que acontecem à revelia de suas próprias ações. Se não acontecem é porque o sujeito não teve fé bastante. Ou, de forma também fortuita, o fato seguiu em outra direção. Ou alguém teve a premonição antes. Ou, com um pouquinho mais de pensamento positivo, tudo será como o cara quer porque a sorte está rondando.

O eleitor de Barack Obama está entre essas alternativas. Talvez até em todas.

A campanha presidencial de Obama foi dirigida à mudança, já que o eleitor evidenciava ânsia de modificações a partir do próprio eleito. Bush, por fim, tinha chegado ao fundo do poço. Obama ganhou, o mundo vibrou. Sem querer ser do contra – mas já sendo – enquanto corporações e lobbies concentrarem poder no nível atual, é mais fácil , digamos, neutralizar um presidente do que seguir suas instruções.

Enquanto nos EUA presidentes (ainda candidatos) correrem a pedir bênção a entidades como a AIPAC e, aqui no Brasil, os eleitos correrem a Washington prometendo seguir fielmente a cartilha, o que de bom alguém pode esperar? No máximo dos máximos, uma ou outra falácia, uns agrados para a patuleia. Liberdade, desenvolvimento, justiça social, independência? Só rindo.


Quanto maior a expectativa, maior a decepção.

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