
Genocidas não selecionam por idade. Matam e acabou
Quarenta pessoas jantam num restaurante de classe média alta , quando a militante de facção islâmica radical detona os explosivos presos a seu corpo. Todos morrem, inclusive a mulher-bomba, órfã de 18 anos. Em outra cidade, 40 crianças com idades de oito a nove anos aprendem numa escola os rudimentos da matemática. Saído do nada, um míssil reduz o prédio a escombros. Todos morrem, incluindo a professora, voluntária de 18 anos recém-formada. Qual a diferença entre os dois acontecimentos?
No primeiro caso, uma jovem sem família, morta por tropas que usurparam seu país, se dispôs ao sacrifício até por não ter maiores perspectivas de vida. Acredita estar sendo útil à libertação de seu país e não dispõe de armas sofisticadas para lutar. Dá a própria vida pelo ideal. No outro caso, um militar obedece a ordens. Foi levado a acreditar que o prédio abrigava inimigos a eliminar. Já fez isso antes e fará depois. Recebe salário para isso e não precisou perder os pais para escolher essa profissão. Gosta do que faz.
Qual dos dois merece mais o rótulo de terrorista? O defensor da pátria ou o invasor. A mulher conduzida pela fé e pelo desespero, ou o piloto do jato que lançou o míssil, em obediência a informações erradas que seu país invasor lhe passou, talvez por falha da inteligência ou até mesmo por não fazer diferença entre os infelizes condenados ao extermínio? O que é pior, uma mulher-bomba ou um estado genocida? De qual se pode cobrar e se deve exigir paralisação imediata dos assassinatos indiscriminados?
No primeiro caso, uma jovem sem família, morta por tropas que usurparam seu país, se dispôs ao sacrifício até por não ter maiores perspectivas de vida. Acredita estar sendo útil à libertação de seu país e não dispõe de armas sofisticadas para lutar. Dá a própria vida pelo ideal. No outro caso, um militar obedece a ordens. Foi levado a acreditar que o prédio abrigava inimigos a eliminar. Já fez isso antes e fará depois. Recebe salário para isso e não precisou perder os pais para escolher essa profissão. Gosta do que faz.
Qual dos dois merece mais o rótulo de terrorista? O defensor da pátria ou o invasor. A mulher conduzida pela fé e pelo desespero, ou o piloto do jato que lançou o míssil, em obediência a informações erradas que seu país invasor lhe passou, talvez por falha da inteligência ou até mesmo por não fazer diferença entre os infelizes condenados ao extermínio? O que é pior, uma mulher-bomba ou um estado genocida? De qual se pode cobrar e se deve exigir paralisação imediata dos assassinatos indiscriminados?

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