segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

SANGUE. MAIS SANGUE

O New York Times revelou na edição online de domingo (11/jan) que Israel – sigilosamente – pediu autorização aos EUA para sobrevoar o Iraque em missão secreta.

Os aviões israelenses despejariam bombas capazes de perfurar o solo e atingir as instalações subterrâneas de Naranz, onde o Irã opera centrífugas para purificação de urânio.

O governo dos EUA previu forte e indesejável escalada dos conflitos já em andamento na região. O agravamento da situação envolveria as tropas invasoras do Afeganistão e do Iraque, além de exigir reforços e aumento de gastos.

Então, George W. Bush indeferiu os pedidos, tanto para o sobrevoo, quanto para o fornecimento das bombas. Mais uma semana, Barack Obama terá de dizer sim ou não.

Em setembro do ano passado, aviões israelenses invadiram de surpresa o espaço aéreo da Síria e detonaram as instalações que a Mossad assegurava serem destinadas à preparação de material para produção de armamento nuclear.

Fora os protestos diplomáticos de sempre, o ataque ficou por isso mesmo, em nome do já cansado “direito de Israel se defender”. Com o Irã, agressão desse tipo teria desdobramentos bem mais complicados.