Fragmentos de munição vão a exame.A Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) anunciou hoje, 21, a intenção de abrir inquérito em Israel para investigar sobre o uso de urânio empobrecido durante os 22 dias ataques à Faixa de Gaza. A informação é da TV Al-Jazira.
O anúncio decorre de carta-denúncia remetida por nações árabes ao diretor-geral da AIEA, o egípcio Mohammed El Baradei. Documento pede que a agência das Nações Unidas para investigue se urânio empobrecido foi adicionado às munições no conflito, que deixou mais de 1.300 palestinos mortos.
A alta densidade do material radioativo amplia o poder de penetração dos projéteis e representa graves riscos para a saúde por gerar efeitos durante décadas. No Vietnã, onde os bombardeios terminaram há mais de 30 anos, até hoje nascem crianças com deformidades monstruosas.
"Nós remetemos a carta aos Estados-Membros e vamos investigar o assunto na medida de nossa capacidade", afirmou Melissa Fleming, porta-voz da AIEA, após a agência das Nações Unidas receber a denúncia do embaixador da Arábia Saudita.
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