quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

O mais cruel dos animais

África do Sul



Jerusalém

Nova Iorque


Quebec

Não basta matar. Para saciar a própria bestialidade, o ser humano precisa causar sofrimento, horror e desespero. Só a crueldade extrema pode explicar o uso das bombas de fragmentação ou as de fósforo branco na Palestina. Ambas são condenadas pelos chamados países civilizados que, no entanto, continuam a produzi-las e a vendê-las mundo a fora.

As consequências desses armamentos estão em fotos e vídeos mostrados na internet. O resultado é brutal demais para aparecer em TVs e jornais - alega a mídia que não o divulga para “não chocar”. Mas quem acessa o youtube constata que a morte é até preferível à agonia de ficar com as entranhas expostas, em chamas tão fortes que nem água apaga.

A cada instante são mais crianças, mais inocentes, a rolar em meio a sangue, escombros e gritos de dor. Enquanto isso, os países que deveriam ter impedido a chacina e que agora poderiam interrompê-la se quedam omissos. Ou se reúnem para discutir detalhes, com a calma de quem quer dar mais tempo ao genocídio, aproveitando a vista grossa do governo Bush.

De nada adianta acusar A ou B de ter começado. Desde a criação de Israel, há 60 anos, árabes e judeus se alternam em culpas e pretextos. Matam, morrem, sofrem. E por quê? A quem beneficia um estado beligerante de seis décadas? Aos fabricantes de armas? À turma do petróleo? Ou será ao capital, via banca transmultinacional, que fatura alto nos conflitos?

Não interessa. Hoje, o Hamás leva a fama. Já foi a vez da OLP e do Fatah. Nos primórdios eram o Irgun, Lehi e Haganah. E o Likud, o Kadima, às voltas com eleições agora? O problema é o sionismo? Em vários países, os judeus ortodoxos, opositores dos sionistas, condenam Israel e ocupam as ruas lado a lado com árabes para protestar contra o massacre em Gaza.


Em junho do ano passado eles também saíram às ruas para protestar contra as celebrações dos 60 anos do Estado de Israel. Para os judeus ortodoxos, o estado de Israel é ilegal e imoral. Eles afirmam que a Torá e o Talmud condenam a formação de um estado judeu, assim como reconhecem o direito dos palestinos de viverem em sua própria terra.


As fotos de manifestações em Quebec, Londres, Nova Iorque, Jerusalém e na África do Sul mostram a forte reação dos judeus ortodoxos ao sionismo e foram obtidas no site do Neturei Karta International. (http://www.nkusa.org/index.cfm)


2 comentários:

  1. Não dá para entender. Is$rael é fruto (ou filho) da ONU e agora a ONU é inimiga e suas diretrizes solenemente ignoradas, ou vetadas pelo Conselho de Segurança - leia-se U$S$A.
    Acho que Vera diria que é um caso típico de esquizofrenia, né? Ou será que a gente tem de voltar ao Velho Testamento para entender?

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  2. De acordo com os judeus lúcidos (que existem e são numerosos, mas nem tão influentes), a raiz da atitude beligerante de Israel tem raízes no sionismo. Veja que não estou me referindo aos ortodoxos ultra-conservadores, apenas a pessoas sensatas e pacíficas.

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